

Ele era O CARA, não se apaixonava, mas se apaixonavam por ele, digo paixão e não amor. Tudo bem que poderia ser coisa passageira e de um dia apenas, mas ele conseguia, sempre com um sorriso malicioso no canto da boca e palavras sempre na ponta da lingua ele conseguia fácil. Não estou dizendo que as mulheres eram fáceis, ou poderiam até não aparentar ser, mas isso não passa de um mero detalhe. Ao contrário dos outros caras, ele não saia pra “pegar várias”, não mesmo… Ele presava qualidade e não quantidade […]
- “Aceita uma bebida?”
- “Onde vamos parar depois?”
- “Você na sua casa, lençóis bagunçados e meu cheiro em você, já eu estaria bem longe dali.”
Ele não mentia ser o príncipe encantado e tampouco Romeu, não mentia idade, e muito menos endereço, afinal isso não interessava a ninguém. Fiquei sabendo que ele conheceu uma bela moça e o mais estranho é que essa ele a chamava pelo nome, me pergunto se ela teria o domado, mas então me lembro que ele iria fazer questão de esquece-la no dia seguinte
Junior Araujo -C.L 69


Desapegue, suma. Faça ás pessoas sentirem sua falta.
